E-mail:    Senha:  
        
   Cadastre-se agora     Esqueceu a senha?
Busca
Novas estratégias de crescimento das marcas próprias
10/04/2009 | Fonte: Portal Fator Brasil Artigos   
Há algum tempo, produtos de marca própria eram automaticamente associados a um produto simples, geralmente mais barato que as marcas tradicionais, e algumas vezes, até de qualidade inferior aos outros da prateleira. Aparentemente, os dias em que a marca própria era percebida apenas como uma imitação se foram. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Nielsen em 2005, a penetração das marcas próprias no mercado global tem crescido 5% ao ano, enquanto as marcas tradicionais crescem 2%.

Interessada em descobrir os fatores por trás desse fenômeno mundial que vem ganhando força principalmente na Europa e nos Estados Unidos, a Consultoria de Gestão de Marcas Brand Up realizou em 2008 um estudo de imersão no mercado europeu para identificar as reais influências que estimulam o crescimento das marcas próprias e quais as novas tendências sinalizadas para esta categoria na região de maior sofisticação em estratégia. De acordo com o 14° Estudo de Marcas Próprias da Nielsen, publicado em 2008, a Europa é a região onde o setor tem o maior nível de desenvolvimento e chega a superar a marca de 40% de participação em países como Suíça (46%) e Reino Unido (43%).

De fato, um dos fatores externos que influenciam esse cenário é a forte concorrência entre grandes cadeias de desconto e a onda de consolidação de varejistas e/ou atacadistas, que geram economias de escala, favorecendo o desenvolvimento de suas próprias linhas de produtos e serviços. Por consequência, o reconhecimento da importância da figura da marca própria para o negócio em geral fez com que houvesse um empenho no controle e melhoria contínuos da qualidade e entrega dos produtos e serviços oferecidos. Naturalmente, estes produtos começaram a ganhar relevância no dia-a-dia da vida de seus consumidores, que, uma vez surpresos e satisfeitos com a experiência da marca própria passaram a ser mais e mais fiéis a essa.

E partindo da proposta de valor diferenciada, atributos-chave e valores intrínsecos de suas marcas institucionais que varejistas e atacadistas perceberam que o céu era o limite e, diferente da marca tradicional, havia ficado mais fácil expandir suas ofertas para novas categorias, atingindo novos públicos com base em novas tendências de marketing, dentre elas o branding.

Sem dúvida, o uso de ferramentas poderosas de branding, ou gestão de marca, tais como: segmentação inteligente do portfólio da marca em multi-categorias, nomes provocadores e inspiradores para sub-marcas, design sofisticado e inteligente para rótulos e embalagens, código de cores conveniente para diferentes estilos de vida (preço, qualidade, bem-estar e conveniência, ecológica, ética ou fair trade), estão sendo largamente utilizadas como pontos de melhoria constante da marca própria.

Evidentemente, graças às boas práticas de branding, o que se nota é que a apresentação e a qualidade do produto de marca própria têm aumentado sensivelmente. Cada vez mais nos deparamos com produtos com um alto nível de sofisticação nas prateleiras, e, para nossa surpresa, conseguindo ainda manter uma boa relação custo-benefício para diferentes públicos.

Analisando as marcas próprias mais bem sucedidas na Europa, é possível concluir que a vantagem estratégica é o sucesso suportado pela coerência entre a promessa e a entrega da marca institucional, por meio de um relacionamento forte e transparente seja com o consumidor, o fornecedor, o trade, bem como a comunidade. Tal consistência da personalidade da marca trabalhada em todos os pontos de contato com o mercado e o fator “surpreender e encantar”, trazem à marca própria maior respaldo, tornando-a mais próxima, aceita e desejada pelo público em geral.

Jeaninne Carvalho Mettes, sócia-fundadora da Brand Up.
Mais informações
Conteúdo relacionado
Por que não mudar?
A Gripe Suína e a Logística
Administração de transportes: uma área na qual a TI faz toda a diferença
Atendimento ineficaz pode levar sua empresa ao fim da fila
Aumentando a percepção de valor dos seus produtos junto a seus clientes
Aumentar vendas durante um período econômico recessivo: utopia ou realidade?
Automação é estratégica para manter crescimento
Cliente Sempre tem Razão?
Como aumentar o lucro gerado através de técnicas de precificação e segmentação dos clientes
Como reduzir custos logísticos
Comunicação: estratégia de sobrevivência na crise
Concorrência Heterodoxa – "Resist is futile"
Considere o Lean em sua Estratégia SCM
Crise e Logística Colaborativa
Crm - Como Aumentar Suas Vendas, Sem Aumentar Os Investimentos Em Marketing
CRM Analítico: melhor conhecer, para melhor explorar
CRM integrado: o desafio da personalização de produtos e serviços
Depois da tormenta a visão sobre sua Cadeia de Suprimentos será a mesma?
Desafios logísticos 2009 - Crise ou oportunidades
Em busca de processos mais verdes
Entendendo os diferentes fluxos logísticos
Estratégias e Indicadores de Desempenho
Estratégias e vantagens competitivas
Excelência de uma equipe de Vendas na relação B2B
Fuja do efeito manada
Gestão do Planejamento Estratégico
Governança corporativa e a logística
Governo pode ganhar – e muito – com adoção de ferramentas de BI
Indicadores Logísticos
Integrando a logística industrial com base na TOC
Inteligência para seus negócios
Internet movimenta Logística Reversa no Brasil
Logística & Chocolate
Logística de atendimento emergencial ao Transporte de Produtos Perigosos
Logística Hospitalar – Gestão de estoques em farmácias
Logística: o que esperar de 2009
Mobile Advertising Network: unindo concorrentes para desenvolver o mercado
Negócios em movimento
O que é a gestão estratégica?
O que é a verdadeira logística - custo logístico total
O Que é E Para Que Serve O Endomarketing?
O que faz um profissional de Inteligência Competitiva?
Otimização de armazéns, o caminho mais rápido e simples para obter resultados
Preços arrasadores ou estoques altos?
Quantos centros de distribuição minha empresa deve ter?
Série: Administrando a Produção – VMI e TOC
Sobrevivendo à crise financeira
Tamanho do pedido, quantidades de entregas e o relacionamento com o cliente
Tendências da logística e supply chain para 2010


Home          Biblioteca          Fornecedores          Eventos & Cursos          Sobre o Portal          Contato

Inbrasc - Instituto Brasileiro de Supply Chain