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“Devia ser a reunião mais importante das empresas”
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04/02/2010
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Fonte: Inbrasc
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Um processo simples que pode resultar em melhorias de custos e serviços, esse é o Sales and Operations Planning que, traduzindo nada mais é que vendas e planejamento das operações, mais conhecido como S&OP. Um recurso que vem crescendo ao longo dos anos e ganhando espaço nas empresas, tornando-se cada vez mais estratégico para a cadeia do supply chain.
Em busca de uma empresa que se destaque com um modelo de S&OP, o Inbrasc foi até a Cargill. Há 5 anos, a empresa iniciou a implantação do processo em unidades de negócio no Brasil. Apesar de recente, a Cargill já havia implantado o S&OP em outras unidades da América Latina. Hoje, a empresa tornou-se referência pelos resultados obtidos com o processo. José Augusto Cardoso, gerente de Supply Chain e responsável pela implantação do modelo em unidades brasileiras, recebeu nossa equipe e contou os segredos para obter retorno eficiente com a aplicação do S&OP.
De acordo com Cardoso, a ideia da Cargill é buscar planejamento integrado. “A empresa quer que todas as áreas estejam integradas dentro de um só planejamento. Além disso, é uma forma de comunicação e liderança do negócio em termos táticos, é isso que a Cargill espera e o que todas as empresas deviam esperar com o S&OP”, afirma.
Para alcançar o resultado almejado, Cardoso cita que são realizadas reuniões mensalmente com áreas de vendas, operações, finanças e desenvolvimento de produtos e, por último, com a presidência, para o alinhamento de demanda e suprimento para cada família de produtos. São levantados dados como qual é a sazonalidade de cada cliente, qual é a elasticidade do preço, qual é o cliente que querem atingir, qual é o mercado que mais interessa.
Nessas reuniões, a empresa também consegue visualizar as restrições da cadeia como falta de matéria prima, parada para a manutenção preventiva da fábrica, produtos com baixo desempenho, etc. “Depois de colher essas informações, nós temos material para colocar os custos de cada uma dessas restrições e variáveis para que possamos chegar a um consenso prévio sobre quais cenários seriam os mais viáveis e lucrativos para a empresa. Essa decisão cabe ao presidente”, diz Cardoso.
Na Cargill, a própria área de Supply Chain é quem coordena essas reuniões, pois a equipe está focada em planejamento de compras, produção, vendas, novos negócios, planejamento comercial e tem objetivo principal maximizar o lucro da unidade de negócio.
Para a Cargill, Cardoso comenta que o S&OP tem dado resultados positivos. “Existem resultados que falamos que parecem falsos, mas já houve uma redução de 34% do estoque total, aumentando em 24% a produtividade da planta, aumentando também o nível de serviço para 99% no caso de uma linha de produtos make-to-order [fazer contra pedido] de um modelo que nós temos aqui”.
Porém, o trabalho de implantação de um modelo de S&OP exige determinação. Cardoso ressalta que o maior desafio é fazer com que a empresa acredite nos resultados e aceite investir no processo.
Para as empresas que pretendem implantar um modelo, ele sugere que, primeiramente, é necessário ter uma área de Supply Chain bem estruturada, com um escopo bem definido, depois basta começar. “Só de iniciar a ideia de ter um planejamento integrado, você já vai ter muitos resultados. A mudança da cultura da empresa vem com o tempo, depois que você mostrar algum tipo de resultado e, assim, o processo vai ganhar força e você vai ter a empresa olhando para o processo de uma forma bem diferente”, finaliza.
Assista a entrevista na íntegra com José Augusto Cardoso, gerente de Supply Chain da Cargill, e conheça mais sobre o modelo de S&OP adotado pela empresa e veja as dicas de como implantar o processo em outras empresas.
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