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Comparando os diferentes sistemas produtivos e suas estratégias
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04/02/2010
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Fonte: Inbrasc
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Noticias
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Por Leandro Callegari Coelho
Muito se fala no ambiente competitivo, mas pouco se tem discutido sobre os caminhos que as empresas escolhem para se destacarem dos concorrentes no mercado. A competição obriga as empresas a reverem seus posicionamentos estratégicos, e com isso, revisar suas estratégias de manufatura.
A escolha da estratégia mais adequada poderá ser determinante para o futuro da organização: seja ele o sucesso ou o fracasso. Com a escolha do sistema mais adequado, espera-se obter melhor desempenho, notadamente melhorando os seguintes critérios diferenciadores: qualidade, preço, time to market (tempo decorrido entre a concepção de um produto e a sua posterior disponibilização para o consumidor) e agilidade.
A escolha da melhor estratégia de produção pode levar a uma das quatro alternativas seguintes: (1) fábricas especializadas em uma única função (um produto ou um pequeno grupo de produtos similares), (2) produção enxuta (lean manufacturing), (3) customização em massa, ou (4) produção ágil.
Vamos avaliar cada uma destas estratégias, comparando-as com os processos de produção em massa, nos quesitos de objetivo, como o modelo atinge o objetivo proposto e suas principais características.
Produção em massa
Objetivo: Baixo custo e economia de escala, utilizando ao máximo a capacidade dos processos produtivos, buscando alta eficiência.
Como faz: Organização das tarefas, controle do processo e das mudanças a serem efetuadas.
Características: Divisão do trabalho (Taylor), partes intercambiáveis, e mecanização.
Fábricas especializadas
Objetivo: melhorar a qualidade, o custo e o prazo (um a cada etapa).
Como faz: fábrica dentro de uma fábrica – conceito introduzido por Skinner, que pode ser entendido como mini-fábricas semi-autônomas.
Características: uso de linha de produção, de célula de trabalho e de centro de trabalho.
Produção enxuta
Objetivo: melhorar a qualidade, o custo e o prazo
Como faz: usando Just-in-Time (JIT), kanbam, baixo nível de estoques de produtos acabados e em fabricação (semi-acabados).
Características: células de máquinas, fluxo de lotes unitários (uma peça), pequenos lotes de produção, qualidade na fonte (durante toda a fabricação, e não apenas a verificação no final, quando já é tarde demais).
Customização em massa
Objetivo: melhorar a qualidade, o custo e o prazo.
Como faz: diminuindo o custo para aumentar a variedade.
Características: utilizando módulos, tecnologia de informação, diversificando as habilidades dos operadores, encurtando o tempo de ciclo produtivo.
Produção ágil
Objetivo: melhorar a qualidade, o custo e o prazo.
Como faz: sendo ágil para responder às mudanças inesperadas.
Características: tecnologia de informação, redução de setups, integração com a cadeia de valor (interna e externa).
Como se pode notar, o objetivo comum dos quatro sistemas produtivos é a melhoria de qualidade, custo e tempo. O que muda é a forma como cada um deles aborda os problemas e vai buscar estes objetivos, e a escolha adequada depende do tipo de produto, do mercado e das capacidades internas da organização.
Avalie as possibilidades e leve em consideração o conhecimento interno da organização ao optar por um destes sistemas.
Em 2010, boa sorte e bom trabalho!
Leandro (leandro.callegaricoelho@cirrelt.ca) é Mestre em Engenharia de Produção com foco em Logística e Transportes pela Universidade Federal de Santa Catarina. É formado em Engenharia de Produção Elétrica e possui Especialização em Administração. Cursa Doutorado em Gestão de Operações e Logística no HEC Montréal (www.hec.ca), no Canadá, sendo membro do CIRRELT – Centro Interuniversitário de Pesquisa em Redes de Empresa, Logística e Transportes (www.cirrelt.ca). Atua na área de estratégia logística e estatística aplicada, especialmente modelos de previsão, controle estatístico e redução de estoques. É também editor do site Logística Descomplicada.
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