E-mail:    Senha:  
        
   Cadastre-se agora     Esqueceu a senha?
Busca
Como aplicar Indicadores de Performance na Cadeia de Suprimentos?
30/11/2009 | Fonte: Inbrasc Noticias   
Medir o desempenho das áreas de uma empresa pode ser fundamental para o sucesso das mesmas e aplicar ferramentas que colaborem com essa análise não é tarefa fácil. Por isso, o presidente do Inbrasc, Carlos Panitz, desenvolveu uma cartilha que mostra a importância de aplicar indicadores de performance e ainda elencou as principais métricas de uma cadeia de suprimentos.

Duas são as perspectivas que devem ser consideradas para se definir quais são os indicadores mais adequados para o gerenciamento de uma Cadeia de Suprimentos: A primeira é que existe uma direta relação entre o nível de serviço oferecido ao cliente e o custo de servir, e esta relação é fortemente influenciada pela magnitude das variabilidades que existem ao longo da Cadeia. A figura abaixo ilustra esta perspectiva.



A segunda perspectiva a ser considerada na definição dos indicadores refere-se aos macro-processos de uma Cadeia de Suprimentos e a estratégia de operações adotada. Sob esse aspecto, o modelo SCOR (Supply Chain Operations Reference Model) tem se difundido rapidamente como uma estrutura para o desenho e a avaliação de processos de negócio, métricas e melhores práticas. O modelo SCOR está hierarquizado em três níveis, sendo que para todos eles são indicados quais são as possíveis métricas de performance aplicáveis e o seu encadeamento hierárquico até o nível 1.

Além de ter sido concebido com uma visão focada em processos de forma hierarquizada, o modelo SCOR também auxilia a visualizar quais métricas são mais indicadas para três diferentes estratégias de operação: Produção para Estoque (MTS – Make-To-Stock), Produção contra Pedido (MTO – Make-To-Order) e Projeto contra Pedido (ETO – Engineering-To-Order).

Por exemplo, para empresas cuja estratégia de operação é do tipo Make-To-Stock (MTS), duas métricas importantes são Order Fill Rate e MAPE (Mean Absolute Percentage Error ou mais conhecida como Acuracidade de Previsão de Vendas). Já para empresas cuja estratégia seja Make-to-Order (MTO) ou Engineering-to-Order (ETO), estas duas métricas não fariam tanto sentido. A maior importância desses dois indicadores para uma empresa que adota uma estratégia MTS se dá pelo fato de que boa parte da sua Cadeia é acionada com base em previsões de demanda e o sucesso da venda normalmente depende da alta disponibilidade do produto nos canais de distribuição. Já para empresas cuja estratégia de atendimento permite que a demanda seja atendida num tempo compatível com tempo de ciclo da Cadeia, não há necessidade acionamento com base em previsões e tão pouco inventário.

Indicadores Chaves de uma Cadeia de Suprimentos

Custo Logístico – Logistic Cost - É a soma de todos os custos incorridos para permitir que um bem supra uma demanda. Este custo pode incluir, mas não se limitar a, geração da Ordem de Compra, Processamento de Pedido, Transporte, Embalagem, Inventário, Seguro, Consolidação, Desembaraço, Impostos, Armazenagem e Retorno. Esta é uma das métricas mais importantes do gerenciamento de uma Cadeia de Suprimentos. Normalmente, as empresas costumam relativisar seus custos logísticos como um percentual do seu faturamento líquido para fins de comparação com outras empresas do mesmo setor. É comum também monitorar os custos logísticos de forma estratificada (suprimento, produção e entrega).

BTS - Built-To-Schedule – Produzido conforme a programação – É o indicador utilizado para medir a aderência do processo de execução da produção frente ao planejamento sob o ponto de vista de volume, mix e seqüencia. Os benefícios de se melhorar o BTS incluem: menor nível de inventário expresso por quaisquer métricas (Dock-to-Dock time, Giro de estoques); Menor quantidade de movimentações de componentes nas plantas, resultando em menores custos operacionais; Redução de custos com ações de contingência como set-ups não programados, fretes expressos para mitigar rupturas de abastecimento e horas extras nas linhas de produção e áreas de estocagem.

FTT - First Time Thru – A percentagem de unidades que completaram um processo produtivo e alcançaram todos os requisitos de qualidade pela primeira vez (i.e. sem retrabalhos, re-testes, retornos ou sucateamento).

Pedido Perfeito - Perfect Order – Um pedido perfeito é definido como um pedido que atende simultaneamente os seguintes requisitos: processado corretamente; entregue completo; na data requerida pela definição do cliente como dentro do prazo; com todos os documentos de suporte necessários e corretamente preenchidos; e em perfeitas condições para uso ou instalação. O cálculo do pedido perfeito é resultado de um produtório de todos os atributos considerados relevantes: (% entregas dentro do prazo) multiplicado por (% ordens completas) multiplicado por (% ordens livres de avarias) multiplicado por (% de ordens com documentação correta). O resultado deste produtório ficará entre 0 e 100%.

Retorno sobre ativos - Return On Assets – ROA - É o indicador de desempenho que mede a lucratividade de uma empresa com relação a todos os seus ativos ou ao total de investimento em ativos.

Confira a lista completa dos indicadores chaves de uma cadeia de suprimentos e veja o conteúdo na íntegra da cartilha desenvolvida por Carlos Panitz, presidente do Inbrasc.
Faça o download aqui

Clique aqui e conheça o modelo de Indicadores de Performance aplicado pela Festo Automação.

Clique aqui e conheça o curso Capacitação em Indicadores de Performance de Supply Chain promovido pelo Inbrasc.

Mais informações


Home          Biblioteca          Fornecedores          Eventos & Cursos          Sobre o Portal          Contato

Inbrasc - Instituto Brasileiro de Supply Chain